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Bancada de Testes de Motobombas: Componentes, Montagem e Procedimentos



Neste artigo, vamos explorar a fundo o universo da bancada de testes, detalhando seus componentes, o processo de montagem e os procedimentos de teste.



O Que É uma Bancada de Testes de Motobombas e Por Que Ela é Indispensável?


Uma bancada de testes de motobombas é um sistema que simula as condições operacionais de uma motobomba na instalação do cliente. Seu propósito é testar o funcionamento do equipamento, permitindo a mensuração de parâmetros como corrente, pressão e vazão. Assim, essas simulações controladas confirmam o pleno funcionamento da motobomba após reparos, manutenções ou simplesmente para validação de desempenho, garantindo que ela atenda às especificações de projeto.



Componentes Essenciais de Uma Bancada de Testes para Motobombas


Para construir uma bancada de testes robusta e eficiente, são necessários, sobretudo, diversos componentes interligados. Vamos detalhar cada um:


1. Bancada para o Reservatório de Medição: Uma estrutura sólida é fundamental para apoiar o reservatório de medição, capaz de suportar uma massa de até 600 kg. O material pode variar, mas a resistência é a chave.


2. Reservatório de Medição com Escala Graduada: Posicionado sobre sua própria bancada, ele permite que a água retorne por gravidade e facilita a leitura do volume bombeado através de uma escala graduada projetada especificamente para leitura em litros e m³/h. Na sua saída, uma válvula de esfera é usada para manobras, devendo ser mantida aberta durante a regulagem da vazão para evitar transbordamento e falta de água no reservatório de sucção. Orienta-se fixar a mangueira em uma barra na parte superior, assim como ter uma chicane (estrutura de chapas) para uniformizar o escoamento da água, evitando turbulência e facilitando a leitura.


3. Reservatório para Sucção: Deve ter pelo menos o dobro do volume do reservatório de medição para assegurar que não falte água durante os testes. Ainda mais, para minimizar a turbulência gerada pelo retorno da água durante a regulagem de vazão e pressão, é essencial a instalação de uma chicane com chapas paralelas.


4. Tubulação de Sucção e Suporte: A linha de sucção é composta por uma válvula de pé (ou fundo de poço), que garante a escorva da motobomba, e uma união roscada. Essa união permite a utilização de niples e buchas de redução, facilitando a troca da tubulação para diferentes diâmetros de sucção. Além disso, um suporte adicional é sugerido para facilitar o ajuste da altura da tubulação de sucção.


5. Bancada para Motobomba: Uma estrutura estável para apoiar a motobomba, com capacidade mínima para 50 kg, independentemente do material.


6. Sistema com Manômetro e Válvula Gaveta: Sobretudo para agilizar a preparação dos testes, propõe-se uma estrutura com engate rápido no recalque. O componente macho, com rosca fêmea, permite o acoplamento direto na motobomba usando niples ou buchas de redução. O componente fêmea do engate rápido é montado em um “T” com saída lateral para o manômetro, cujo intervalo de medição deve cobrir a faixa de pressão operacional da motobomba. Além disso, na outra extremidade do “T”, a válvula gaveta tem a função vital de regular a vazão até atingir a pressão desejada. Após a válvula, um espigão conecta a mangueira ao reservatório de medição.


7. Mangueira de Recalque: Essencial para direcionar a água da motobomba para o reservatório de medição. Sugere-se que ela fique suspensa em suporte apropriado ou tirantes fixados no teto, evitando dessa forma a movimentação desnecessária que possa interferir nos resultados dos testes.


8. Cronômetro: além disso, adicionalmente aos componentes que irão compor a bancada, será necessário um cronômetro simples, que pode ser o do relógio ou celular. Ele medirá o tempo na metodologia com reservatório graduado.


A imagem abaixo ilustra um exemplo de como se pode montar essa bancada.



Procedimentos para Realização de Testes com Reservatório de Medição Graduado


A execução dos testes com o sistema de reservatório graduado segue um roteiro preciso:

  1. Antes de mais nada, conecte a motobomba à tubulação de sucção, usando as conexões apropriadas.
  2. Logo após, preencha a motobomba e a tubulação de sucção com água (escorva).
  3. Conecte o componente macho do engate rápido à motobomba, utilizando as conexões necessárias.
  4. Em seguida, acople o engate rápido.
  5. Abra a válvula de regulagem de pressão (válvula gaveta) e então a saída do tanque de medição.
  6. Faça a conexão elétrica da motobomba a ser testada.
  7. Acione a motobomba.
  8. Feche a válvula gaveta até atingir a pressão desejada no manômetro.
  9. Igualmente, feche a válvula de saída do tanque de medição.
  10. Efetue a leitura do volume inicial na escala graduada e em seguida inicie o cronômetro.
  11. Posteriormente, efetue a leitura do volume final na escala e pare o cronômetro.
  12. Por último, abra a válvula de saída do tanque para que a água retorne ao reservatório de sucção.
  13. Repita os passos de 8 a 12 para medir um novo ponto de pressão, gerando assim a curva de desempenho da bomba.

Nesse caso, em síntese, o cálculo da vazão deve considerar:

  • Se a leitura for em litros, divida o volume pelo tempo (s) para obter o valor em l/s (litros por segundos) e multiplique por 3,6 para ter m³/h.
  • Se a leitura for em m³, divida o volume pelo tempo (s) para obter m³/s (metros cúbicos por segundo) e multiplique por 3.600 para ter m³/h.


Alternativa: O Sistema de Medição com Rotâmetro


Embora o reservatório graduado ofereça precisão, um sistema com rotâmetro é uma excelente alternativa para quem busca agilidade e leitura imediata de vazão e pressão, sem a necessidade de cronometrar e realizar cálculos.


Rotâmetro: Este instrumento mede a vazão de gases ou fluidos de forma contínua. Dessa forma, um êmbolo que se move dentro de um tubo cônico graduado indica a vazão, permitindo a leitura direta na escala. A saber, os rotâmetros com escala em m³/h são os mais comuns.

  • Vantagens do Rotâmetro: Leitura imediata de vazão e pressão, isto é, não precisa-se de cronômetro ou cálculos de conversão, o que agiliza os testes. Acima de tudo, o uso de rotâmetros permite testes mais prolongados, pois a bomba recalca a água imediatamente para o reservatório de sucção.
  • Desvantagens: Geralmente, um rotâmetro possui uma faixa de medição de 1:10 (vazão máxima 10x a mínima). Assim, para cobrir uma ampla faixa (ex: 0,2 m³/h a 20 m³/h), pode ser necessário utilizar dois ou mais rotâmetros em paralelo, com válvulas de esfera para selecionar o instrumento adequado.

A estrutura básica da bancada permanece a mesma, mudando principalmente o sistema de medição, onde o rotâmetro é acoplado. O circuito de testes incluirá o manômetro, a válvula gaveta e um ou mais rotâmetros. O projeto utiliza válvulas de retenção verticais na saída dos rotâmetros para evitar o refluxo de água.



Procedimentos para Testes com Rotâmetro:


  1. Conecte a motobomba à tubulação de sucção, usando as conexões apropriadas.
  2. Preencha a motobomba e a tubulação de sucção com água (escorva).
  3. Conecte o componente macho do engate rápido à motobomba, utilizando as conexões necessárias.
  4. Acople o engate rápido.
  5. Abra a válvula de regulagem de pressão (válvula gaveta) e a saída do tanque de medição.
  6. Faça a conexão elétrica da motobomba a ser testada.
  7. Acione a motobomba.
  8. Feche a válvula gaveta até atingir a pressão desejada no manômetro.
  9. Selecione o rotâmetro adequado para a faixa de vazão desejada, abrindo sua válvula de esfera e fechando as outras.
  10. Efetue a leitura da vazão diretamente no rotâmetro.
  11. Abra a válvula de saída do tanque para que a água retorne ao reservatório de sucção (após o teste, para evitar recirculação prolongada).
  12. Repita os passos de 8 a 11 para medir um novo ponto de pressão.

Importante: Após a coleta de dados e a finalização dos testes, não mantenha a motobomba ligada em recirculação prolongada. A recirculação excessiva pode aquecer a água, o que prejudica a precisão do rotâmetro e danifica a motobomba, especialmente especialmente se o fabricante não a projetar para operar com fluidos quentes.”



Manutenção e Segurança: Pilares de Uma Bancada de Testes Eficaz


Para garantir resultados confiáveis e a longevidade da sua bancada e dos operadores, a manutenção e a segurança são inegociáveis:

  • Calibração Regular: Instrumentos de medição (manômetros, rotâmetros, medidores elétricos) devem ser calibrados periodicamente para assegurar a precisão dos dados.
  • Limpeza do Reservatório: Mantenha o reservatório de sucção limpo, livre de sedimentos e detritos que possam comprometer a bomba ou as medições.
  • Verificação de Vazamentos: Inspecione regularmente todas as conexões, tubulações e válvulas para identificar e corrigir vazamentos.
  • Uso de EPIs: Sempre utilize Equipamentos de Proteção Individual (óculos de segurança, luvas, protetores auriculares) durante os testes.
  • Segurança Elétrica: Verifique o aterramento, cabos e disjuntores. Tenha sempre um ponto de desligamento de emergência acessível.
  • Treinamento: A operação da bancada deve ser feita apenas por pessoal qualificado e treinado nos procedimentos específicos.

Com uma bancada de testes bem montada e operada, você não só verifica o desempenho das motobombas, mas também se arma com o conhecimento necessário para tomar decisões informadas, garantindo eficiência, economia e a máxima durabilidade para seus equipamentos.


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